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Após meses de conflito, Trump diz que acordo entre EUA e Irã está quase fechado

Abertura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (23) que um acordo de paz com o Irã foi “em grande parte” negociado e prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, ponto estratégico do comércio global de energia. A declaração, feita em uma rede social, ocorre após meses de enfrentamentos iniciados no fim de fevereiro, que afetaram a circulação de navios na região e impulsionaram a alta do petróleo.

Anúncio e contatos diplomáticos

Segundo Trump, os detalhes finais do entendimento estão sendo discutidos e “serão anunciados em breve”. O presidente disse ter conversado com chefes de governo de países do Golfo Pérsico, da Turquia, do Egito e de Israel ao longo das tratativas. Ele afirmou ainda que a reabertura do Estreito de Ormuz integra o pacote do acordo.

Posição de Teerã

A agência iraniana Fars contestou as declarações de Trump. De acordo com a publicação, “os termos anunciados por Trump não correspondem à realidade” e, mesmo que um acordo seja firmado, a passagem pelo estreito não será totalmente livre, ficando sob administração do Irã. A Fars acrescentou que Teerã pretende definir um sistema de autorizações de trânsito na área.

Peso estratégico do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é a única ligação marítima entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã e integra as rotas de exportação de petróleo e gás de países como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Qatar. Entre 2023 e 2025, cerca de 25% do petróleo transportado por via marítima e aproximadamente 20% do gás natural liquefeito (GNL) do mundo passaram pelo estreito, segundo dados de referência pública. A via é compartilhada por águas territoriais de Irã e Omã, e historicamente qualquer interrupção prolongada no tráfego impacta a segurança energética global e os preços internacionais.

Impactos do conflito

O conflito envolvendo Estados Unidos e Israel, de um lado, e o Irã, de outro, iniciado no fim de fevereiro, reduziu drasticamente o fluxo de embarcações na região. As restrições à navegação contribuíram para a disparada nas cotações do petróleo nas últimas semanas, ampliando a pressão sobre cadeias logísticas e mercados de energia.

Próximos passos

Trump não detalhou o cronograma de implementação, mas disse que os acertos finais estão em andamento. Do lado iraniano, as sinalizações divulgadas pela Fars indicam que qualquer avanço poderá vir acompanhado de condições para o tráfego no estreito. Novos anúncios sobre os termos e a eventual reabertura de Ormuz são aguardados nos próximos dias.

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