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Caso Master: PF rejeita segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal (PF) recusou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso em Brasília. Ele é acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que, segundo a PF, pode alcançar R$ 12 bilhões. O acordo segue em negociação conjunta entre a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Rejeição e impasses

  • Esta é a segunda proposta de colaboração rejeitada pela PF; a primeira versão foi recusada no mês passado.
  • De acordo com investigadores, o material entregue pela defesa acrescentou pouco ao que já havia sido apurado e deixou a impressão de tentativa de proteger pessoas próximas ao banqueiro.
  • As tratativas continuam, mas ainda sem consenso sobre os termos e a efetividade das informações apresentadas.

Acusações e material apreendido

  • A PF apreendeu mais de oito celulares de Vorcaro. A perícia inicial em parte desses aparelhos indicou que o suposto esquema extrapola fraudes financeiras, envolvendo, segundo a corporação, indícios de corrupção, organização criminosa e uso de uma “milícia privada” para atacar adversários e acessar dados sigilosos.
  • A investigação, conhecida como Caso Master, mira a estrutura e a amplitude das operações financeiras atribuídas ao grupo supostamente liderado por Vorcaro.

Custódia e mudanças de regime

  • No mês passado, a pedido da PF, Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, ficando submetido às regras internas para, por exemplo, a entrada de advogados.
  • Antes dessa mudança, ele estava em uma sala com características de “Estado-maior”.
  • Em 19 de março, o banqueiro havia sido transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da PF, no centro da capital.

Negociação do acordo

  • Um dia antes da transferência para a PF, a defesa comunicou o interesse de Vorcaro em firmar um acordo de delação premiada.
  • No mesmo dia, ele assinou um termo de confidencialidade que abriu caminho para as negociações.
  • No início de maio, a defesa finalizou os anexos da proposta e entregou o material às autoridades em um pen drive.
  • Mesmo com a entrega, a PF considerou insuficientes as informações apresentadas na segunda versão do acordo.

O que é delação premiada

Delação premiada é um mecanismo de colaboração com a Justiça, previsto na legislação brasileira, pelo qual um investigado ou réu fornece informações relevantes sobre crimes, em troca de benefícios legais, como redução de pena. A concessão desses benefícios depende da efetividade, utilidade e comprovação do que é entregue às autoridades.

Próximos passos

  • As negociações entre PF e PGR continuam. Não há, até o momento, definição sobre um eventual acordo de colaboração, nem prazo para conclusão das análises sobre o material fornecido.
  • Vorcaro permanece preso em Brasília enquanto avançam as investigações sobre o Caso Master.
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