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Rio Grande do Sul decreta emergência na saúde pública diante de aumento de 533% nas hospitalizações por influenza

O governo do Rio Grande do Sul decretou estado de emergência na saúde pública em todo o território gaúcho após forte aumento nas hospitalizações por vírus respiratórios. No período recente analisado, as internações por influenza cresceram 533,3%, enquanto as hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) subiram 102,7% e as causadas por rinovírus avançaram 376,9%. A medida busca prevenir e enfrentar a crise de SRAG e mitigar o risco de saturação da rede, sobretudo na infraestrutura pediátrica do Sistema Único de Saúde (SUS).

Decreto e abrangência

  • O estado de emergência tem validade inicial de 120 dias e pode ser prorrogado conforme a evolução dos indicadores epidemiológicos.
  • O decreto vale para todo o território do Rio Grande do Sul e visa ampliar a capacidade de resposta do sistema de saúde diante do avanço dos casos de SRAG e de outras infecções respiratórias.

Evolução dos casos e indicadores

  • Segundo análise referente às semanas epidemiológicas 7 a 10 de 2026 — de 15 de fevereiro a 14 de março — o estado registrou:
    • aumento de 533,3% nas hospitalizações por influenza;
    • alta de 102,7% nas internações por SRAG;
    • crescimento de 376,9% nas hospitalizações por rinovírus.
  • De acordo com o Boletim Infográfico do Ministério da Saúde, há tendência atual de crescimento dos casos de SRAG, com possibilidade de atingir nível moderado de incidência.
  • Nas Unidades Sentinelas, a proporção de casos de síndrome gripal em relação às consultas gerais subiu de 5,6% na 6ª semana epidemiológica para 12,3% na 12ª semana, indicando aumento da circulação de vírus respiratórios.

Pressão sobre a rede e risco pediátrico

  • O governo do estado alerta para o risco de extrapolação da capacidade de resposta, especialmente na rede pediátrica, o que pode levar à saturação do SUS sob gestão municipal e estadual.
  • O cenário coloca em atenção unidades de urgência e hospitais, com possibilidade de maior demanda por leitos clínicos e de UTI, sobretudo para crianças.

Medidas anunciadas e reforço de leitos

  • Em 16 de março, o Palácio Piratini anunciou um pacote para reforçar a rede hospitalar durante o inverno, com a habilitação de quase 1,5 mil novos leitos.
  • O programa tem orçamento de R$ 75 milhões e prevê:
    • 1.014 leitos clínicos (236 pediátricos e 778 adultos);
    • 464 leitos de UTI (338 para adultos e 126 para crianças).
  • A implantação dos primeiros leitos pediátricos está prevista para começar na primeira semana de maio.

Próximos passos

  • Com o decreto em vigor por 120 dias, o governo acompanhará os indicadores epidemiológicos e poderá prorrogar as medidas caso persista a tendência de crescimento dos casos de SRAG e outras infecções respiratórias.
  • A expectativa é de que o reforço da rede, especialmente na área pediátrica, auxilie a absorver o aumento de demanda durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.
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