Mapa do Tarifaço: Veja Países Mais e Menos Afetados com Taxas dos EUA
Ação Executiva Aumenta Tarifas de Importação dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma nova ordem executiva alterando e ampliando as tarifas sobre importações de diversos países. As taxas, que variam entre 10% e 50%, entram em vigor a partir de 7 de agosto, e têm como objetivo, segundo a Casa Branca, responder a práticas comerciais consideradas injustas e proteger os interesses econômicos dos EUA.
Brasil no Topo da Alíquota
O Brasil continua a ser o mais afetado, com uma taxa de 50% sobre os produtos exportados para os Estados Unidos, evidenciada por um decreto específico assinado por Trump no dia 30 de julho. Esta decisão reitera a postura agressiva do governo americano perante práticas comerciais que considera desleais. Além do Brasil, a Síria é significativamente impactada com uma tarifa de 41%, seguida por Laos e Mianmar, ambos com 40%. Estas medidas marcam uma expansão das tarifas iniciais introduzidas em julho, que variavam de 20% a 50%.
Impactos Globais e Países Menos Afetados
Ao contrário do Brasil, Reino Unido e as Ilhas Malvinas foram os menos atingidos pelo aumento tarifário, registrando alíquotas de apenas 10%. Outras nações, como o Canadá, que teve a tarifa elevada para 35%, também estão na lista das mais afetadas. Os desdobramentos envolvem complexas negociações comerciais, que, segundo Trump, são dificultadas por movimentos diplomáticos recentes, como o reconhecimento do Estado Palestino pelo Canadá.
Efeitos Econômicos e Debate Internacional
A política tarifária ampliada por Trump é parte de uma estratégia maior de proteção do mercado interno americano, que já havia começado com a imposição de tarifas em 2018 sobre aço e alumínio. Esta nova rodada de tarifas, descrita como agressiva, promoveu um debate sobre seu impacto potencial na economia global, incluindo riscos de uma guerra comercial em larga escala, especialmente com parceiros significativos como China, Canadá e México.
Considerações Finais e Projeções
O aumento das tarifas é visto pela administração Trump como uma ferramenta para incentivar a manufatura doméstica e defender a segurança nacional. Contudo, críticos apontam que essa abordagem pode resultar em aumento de custos para consumidores e empresas nos Estados Unidos, enquanto economistas alertam para suas implicações nas projeções de crescimento do PIB do país.
Marcus J. Relvas – Radar 830